O biofeedback é, explicando-o de uma forma muito simples, medir uma resposta fisiológica e reencaminhá-la para o cliente de uma forma compreensível. As vulgares balanças informam-nos sobre o peso e o termómetro é um dispositivo de biofeedback que mede a temperatura corporal. Podemos medir factores do corpo eléctrico como a voltagem das células cerebrais, a intensidade das contracções do músculo cardíaco, a tensão dos músculos e a resistência ao fluxo de electricidade na pele. Podemos medir as oscilações desses factores tal como são vistos pelo EEG (electroencefalograma), ECG (electrocardiograma), EMG (electromiograma) ou GSR (resposta galvânica da pele). As mesmas teorias tecnológicas que nos trouxeram o biofeedback nos anos 60, trouxeram também dispositivos como o TAC, MRI (ressonância magnética), TENS (estimulação nervosa transcutânea), ultra-sons e muitas outras sofisticadas tecnologias para os nossos sistemas de saúde. As informações medidas pelos equipamentos de biofeedback, são então, “devolvidas” ao cliente, informando-o dos vários parâmetros fisiológicos e respostas de stress no organismo, educando-o na necessidade de treinar essas respostas, o equilíbrio do corpo eléctrico, a alterar estilos de vida ou comportamentos, ou aprender a controlar as reacções electrofisiológicas, com o fim de conseguir aperfeiçoar técnicas de relaxamento e uma melhor saúde global. O Departamento Federal de Saúde do Canadá reconhece os aspectos terapêuticos do biofeedback e a sua referência é talvez das mais indicativas do seu potencial, chamando-lhe ”medidas de intervenção psicoterapêuticas não farmacológicas”
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